Volumes de exchanges de criptomoedas no menor nível desde 2020

Impacto do Bitcoin causa queda nos volumes das exchanges, atingindo menor nível desde outubro de 2020.
Criptomoedas

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O mês de maio marcou a primeira baixa mensal do Bitcoin no ano, e essa queda parece ter afetado também os volumes das exchanges de criptomoedas.

Segundo dados do The Block, os volumes das exchanges estão próximos de atingir seu nível mensal mais baixo desde outubro de 2020.

Neste mês, os volumes spot estão abaixo de US$ 424 bilhões, muito abaixo do US$ 1,4 trilhão registrado em maio de 2022 e ainda mais distante dos US$ 4,25 trilhões que as exchanges negociaram em maio de 2021. Esse declínio nos volumes é reflexo da queda geral do mercado de criptomoedas, com o Bitcoin e outras moedas apresentando desvalorização.

Binance Continua Liderando Apesar da Queda Geral

A Binance continua liderando as negociações, tendo registrado um volume de US$ 210 bilhões em maio. Em seguida, vem a exchange de criptomoedas OKX, com US$ 28,8 bilhões, e a Upbit, em terceiro lugar, com um volume de US$ 26,5 bilhões.

A Coinbase, maior plataforma dos Estados Unidos, aparece apenas na quarta colocação, com um volume de US$ 25,8 bilhões, seguida pela Huobi com US$ 13,5 bilhões. Outras 33 exchanges menores negociaram, juntas, cerca de US$ 119 bilhões. O baixo volume das exchanges ocorre em paralelo a um recuo de preços das criptomoedas.

O Bitcoin, por exemplo, está perto de fechar o mês com uma desvalorização de cerca de 4,5%. Esse cenário demonstra um período desafiador para as exchanges, que precisam lidar com a diminuição da atividade de negociação e a redução no interesse dos investidores.

É importante ressaltar que as flutuações do mercado de criptomoedas são comuns e que os volumes podem se recuperar conforme a confiança e a demanda retornem ao mercado.

Bitcoin registra primeira queda mensal de 2023 enquanto IA e ChatGPT ganham destaque

O Bitcoin teve sua primeira queda mensal do ano em maio, com uma diminuição de cerca de 8%.

A queda foi atribuída à diminuição da liquidez nos mercados financeiros e à política monetária agressiva dos Estados Unidos, que reduziram o apetite por ativos digitais. Além disso, o frenesi em torno da inteligência artificial roubou os holofotes das criptomoedas, com ações vinculadas à IA registrando um ganho de mais de 10%.

Os operadores de criptomoedas também estão avaliando as implicações do acordo do teto da dívida nos EUA, que, se aprovado, pode resultar em uma enxurrada de emissões de títulos do governo que sugarão a liquidez dos mercados.

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